segunda-feira, 18 de maio de 2009

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Parece que o governo Português decidiu de uma vez por todas acabar com as intermináveis filas nos hospitais e centros de saúde e fazer com que a população produza mais.

Dado o problema emergente e as grandes e vergonhosas polémicas no nosso sistema de saúde, o governo decidiu alterar o código de trabalho.
A partir de agora quem ficar mais de um mês de baixa medica ficara automaticamente com o seu contrato de trabalho rescindido pelo que, para além de por cada dois dias de baixa medica ser descontado um dia de férias, o trabalhador terá a oportunidade de perder a efectividade ou quaisquer regalias adquiridas após muitos anos de trabalho, se por um azar tiver que estar um mês seguido de baixa medica. Pelo que a volta ao seu local de trabalho, após a baixa medica, terá que ser feita através da assinatura de um novo contrato de trabalho, esta parte ainda não se encontra muito clara em termos de informação.
Mas finalmente, em Portugal, está realizado o sonho de qualquer entidade patronal, além disso finalmente o capitalismo poderá reinar, mas com outro nome que creio ser socialismo.
Está mais que instalada e reforçada a precariedade e tudo o que os nossos antepassados lutaram, foi finalmente deitado abaixo em nome de uma ruína maior.

Será que os nossos ex mos srs. governantes não entendem? Poderão tais cérebros compreender o óbvio?
Caros srs. experimentem usar a cabeça para algo que não seja cabelo nem chapéu.
Que tal verem que a economia está estagnada e que os detentores de grandes capitais, que cegos pela sua própria ganancia, se estão a "afogar" nas suas fortunas?
O país foi pago para não produzir e veja-se que não podemos facilmente viver á sobra da bananeira, até porque não há muitas bananeiras no nosso pais.
Será que os Portugueses não querem trabalhar? Ou será que os Portugueses são impedidos de trabalhar?
A vida está cada vez mais dispendiosa, o pais está desempregado e endividado, as famílias estão à fome e os jovens sem futuro.

Isto tudo faz-me lembrar o famoso e caricato Tio Patinhas, tal como ele creio que os governantes do nosso pais estão à espera de poder nadar numa piscina de dinheiro, mas cuidado para não se afogarem em tanta riqueza, até porque já faltou muito mais para isso.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Doença - o novo "luxo" para poucos

Um dia alguém me disse que o governo era controlado pela industria farmacêutica.
Verdade ou não, o facto é que em termos de saúde, quem não tem uma forte base económica, não se safa.

Soube que a legislação laboral tinha mudado, mais uma vez, e como já seria de esperar, a mesma não mudou a favor do trabalhador.
Parece que a novidade é o facto de se um trabalhador precisar de uma baixa medica prolongada, tem duas hipóteses, se a baixa medica ocorrer pouco antes aos subsídios, de natal ou ferias, o trabalhador não recebe os subsídios, mas se a baixa medica ocorrer num período onde o trabalhador já recebeu os subsídios é lhe descontado nos dias de ferias, ou seja, o trabalhador se tiver 15 dias de baixa, perde 15 dias de ferias.
É engraçado, completamente hilariante, sim, porque numa situação destas só mesmo rir para não chorar.
Perda de subsídios á parte, parece que a nova legislação laboral conta os dias de doença como sendo dias de ferias.
Só nos resta mesmo ironizar.
As baixas são pagas com perda de remuneração dos três dias iniciais de uma baixa medica, só é pago uma percentagem tendo como base o vencimento e ainda por cima o trabalhador fica sujeito não só à perda dos subsídios como também dos dias de ferias.

O custo de vida aumentou, os vencimentos nem por isso, mas Portugal esta entre os primeiros do ranking, nas listas dos vencimentos mais baixos, da maior taxa de desemprego, da desistência escolar, etc.

Óbvio que as famílias portuguesas terão que dar muitas voltas à ideia e desta vez nem tem muito a ver com a garantia do pagamento da habitação ou o pagamento de um carro, tem a ver mesmo com o pagamento diário do pão que precisam comer, sim porque o pão, o leite e todos os bens essenciais, aumentaram, e muito, o preço.

Para finalizar só me resta dizer mesmo que o novo luxo em Portugal é estar doente, sim porque a doença tornou-se em algo que só poucos se podem dar ao luxo.
Parece estúpido não é?
De facto é bastante estúpido. Se não há saúde não se consegue trabalhar, mas também se pensarmos bem até nem há emprego, mas, e por outro lado, se se der um caso de doença, também não há base financeira para um tratamento.

Há uns anos atrás não existiam os tratamentos, agora como a coisa evoluiu, não há dinheiro para poder fazer os tratamentos.
E desengane-se, aquele que diz que, por exemplo, as pessoas não vão ao dentista porque não querem, ai estame dizer que primeiro não há quem goste de ter problemas digestivos, sim porque afecta e muito, isto para não falar na parte estética onde a auto-estima de uma pessoa fica arrasada.
Mas, para quem diz que uma pessoa não vai ao dentista porque não quer, lanço um desafio, experimente ir ao dentista e diga-lhe que se encontra desempregado, com desprezas obrigatórias e que acima de tudo não tem dinheiro para lhe pagar nem um café, quanto mais uma consulta que ronda os 50€.
Ou experimente em outras áreas da saúde, usufrua de todos os benefícios de isenção de taxas moderadoras, mas por acaso até se revelou uma pessoa a quem a saúde pregou uma partida e tem uma doença cronica, irá necessitar de exames de diagnostico que não têm acordo com o estado, ou seja não tem isenção de taxas moderadoras e só são possíveis efectuar a titulo particular, alem disso ira precisar de medicação para o resto da sua vida, tendo em tensão que a ausência dos exames e da medicação poderão originar na ausência de qualidade de vida, originar num futuro de dependência de terceiros, até para comer, lavar-se, vestir-se ou até mesmo movimentar-se. No final de tudo isto pergunto: Ainda tem a mesma opinião?
Lanço outro desafio, aos que dizem que não trabalha quem não quer: procure emprego, doente e por isso limitado ao tipo de trabalho, se encontrar esse emprego, faça as contas às suas despesas e veja a remuneração oferecida.