Tenho por habito observar o que se passa em meu redor e tenho uma certa predilecção em observar as pessoas, as suas atitudes mas também tenho o habito de me analisar.
Interrogo-me se realmente vivemos num país, numa sociedade, numa democracia.
A questão é simples, tal como é sabido Portugal encontra-se em crise (dizem eles) e eu pergunto-me qual crise?
No meu dia a dia assisto a situações que me dizem, precisamente, que o nosso país não se encontra em crise, aliás, está bastante rico.
Nos centros de emprego há sempre filas intermináveis de pessoas, com pastinhas, que supostamente se encontram à procura de emprego mas, também assisto a muitas outras pessoas a recusarem ofertas de emprego.
Já nos serviços sociais é um pouco diferente as filas são maiores, mas só para os serviços de assistência social.
Viva os subsídios, desde o rendimento de inserção social a subsídios de desemprego. Aqui gostaria de explicar melhor este tipo de "ajudas sociais", em relação aos vários subsídios de desemprego as pessoas descontaram para a segurança social e durante o seu período de vingencia ficam obrigadas à apresentação obrigatória periódica (assim como fazem com os condenados a termo de residência e identidade só que em vez de ser num posto de forças de segurança é noutro local) o que acho muito bem dado que há muito boa gente, extremamente honesta, a trabalhar e a receber o subsidio, só é pena que essa gente continue a fazer o mesmo, mesmo apesar das apresentações obrigatórias, e agora vem o maravilhoso rendimento de inserção social mais conhecido por rendimento mínimo:
Este é uma forma que foi encontrada de dar dinheiro a pessoas, que preferencialmente nunca tenham descontado, pessoas que gostam e lhes é dada a possibilidade de viver sem fazer nada, é uma forma que visa o sedentarismo e a nulidade pessoal, onde podem, nas entrevistas, usar do mais simples modo de mentir ou enganar e por isso mesmo o rendimento mínimo é exclusivo, não para quem precisa mas sim, para oportunistas. Aqui há de tudo, desde mães que para além de ser corrente o facto de desconhecerem o pai dos filhos (algo muito estranho dado que até as meninas que de aluguer se derem à luz sabem quem é o pai do filho) a mães que apesar da jovem idade conseguem reunir mais que uma equipe de futebol em descendencia (isto so mesmo se fosse uma experiência cientifica e mesmo assim estas mães teriam que ter um corpo um tanto sub-humano para aguentar).
Agora vem a parte em que as pessoas deixaram de ter contratos de trabalho que as proteja. Quer dizer, é ridículo pensar em fazer avançar a economia de um pais, quando a população desse pais está sem forma de rendimento, não há poder de compra que lhe resista, mas quem sabe em 2010 não haja prai um aumento brutal de 1,5% nos vencimentos dos poucos que trabalham, assim já seria mais fácil fazer frente ao aumento de 2% que o custo de vida irá levar. Obviamente isto são contas de quem não sabe contar.
E viva o call center, trabalho extremamente mal pago mas de alta rentabilidade para as empresas, mas a malta não se pode queixar de nada afinal de contas tem um ambiente jovem e dinâmico não esquecendo a pro actividade, além disso se se esforçar muito pode ser que no final do mês consiga levar 300€ para casa para alimentar a família. Isto é tudo muito bonito só é penas este vencimento mal chegar para duas pessoas se alimentarem durante um mês (e viva a fominha, se tens fome rói um dedo).
Começo a chegar á conclusão que vivemos num laboratório de doenças mentais, ou melhor numa fabrica de doenças mentais.
Pessoas com capacidades a serem aniquiladas para que se dê preferência a quem não saber reconhecer a própria mão direita, mas que obviamente tem uma excelente qualidade, lixar o próximo e falar da vida alheia.
Por último existe a novidade de a banca se encontrar a ficar com urbanizações inteiras, obviamente porque foram construídas com financiamentos. Estes simplesmente não dão credito pra compra de habitação,
(cega rega)
logo ai o construtor não vende, se não vende, não paga, se não paga a banca fica com as propriedades. Isto é hilariante.
Por outro lado, a banca não dá credito habitação mas dá créditos pessoais, o que faz todo o sentido dado que os créditos pessoais são muito mais caros e a margem de lucro é muito superior, além disso, regra geral, não exige garantias (por isso não credito habitação), estes créditos visam basicamente levar as pessoas ao sobreendivamento, dado que como o período de resgate é mínimo as prestações são máximas. Isto sim é saber negociar, há que encher os tribunais de processos de contencioso. O governo bem que podia regulamentar isto, dado que andam "muito preocupados" com a estagnação económica que se vive por cá, isto simplesmente porque se as pessoas não ganham dinheiro não o podem gastar, além disso a banca pensa que ficando com tudo e sem dar nada vai resultar, deve ser por pensarem que o governo irá continuar a dar-lhes dinheiro pra se manterem em funcionamento, infelizmente no meio de tudo isto, tanto governo como banca, esquecem que quem dá dinheiro ao governo é o povo e o povo até já a tanga vendeu.
Aguardo o dia em que este laboratório ou fabrica de loucos estourar, algo que que está pra acontecer brevemente.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
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