Sei que há já algum tempo que não escrevo aqui, os dias têm sido difíceis demais e há sempre algo que fica um pouco para trás.
Desde a ultima vez que escrevi, o desemprego cresceu para os 10,5%, e é sempre a subir, a minha vida desmoronou-se, os pseudo amigos demonstraram a sua verdadeira faceta, o amor da minha vida surtou, enfim a coisa tem sido bastante animada.
Agora temos a natureza, que cansada das atrocidades sofridas pelo homem, decidiu reclamar e por isso vê-mos tragédias de tempestades por todo o lado.
A nível da saúde, não podíamos estar melhor, ou seja, pior. O apoio disponibilizado pelas muitas associações não é nenhum, eu por exemplo tenho poli artrite reumatóide, sou associada da ANDAR e quando lá fui pedir ajuda porque não tenho meios económicos para o fazer, a delicadíssima sra que me atendeu lembrou-me de pagar as quotas, falou-me da newsleter e disse-me que ia falar com um dos Drs que fazem parte da associação. Isto aconteceu o ano passado. O resultado do pedido desesperado de ajuda foi o envio de um postal da UNICEF por altura do natal e agora mais recente recebi a newsleter deles. Para quem já não tem posses económicas, nem para comer, há já muito tempo, esta foi a ajuda que me foi disponibilizada. Agora também já não vou precisar dessa ajuda pedida dado que já há muito que abdiquei das consultas no IPR, da medicação e dos exames médicos. No IPR também solicitei ajuda ao gabinete de acção social, a assistente social foi extremamente atenciosa mas infelizmente não pode resolver nada. Mas também já nada disto importa dado que como não tenho dinheiro para me deslocar da minha residência para ir ao IPR, já nada disto interessa.
A realidade do pais é esta, não há emprego, não há dinheiro para comer, não há dinheiro para pagar transporte, não há dinheiro para consultas, não há dinheiro para medicação, não há dinheiro para exames médicos, etc, etc, etc.
Enfim.
Descobri há poucos dias que ainda há pessoas com coração, pessoas sensíveis a causas, o que vem demonstrar que nem tudo está perdido. Vê-se um povo desesperado pela sobrevivência. Eu peco, pelo facto de ter ponderado varias vezes a hipótese de cometer o suicídio, foi o desespero, dado que depois de já ter trabalhado muito, perdi tudo incluindo a saúde e agora por ultimo encontro-me em risco de perder a pessoa que amo.
Estas são apenas sagas de das vidas desesperadas da actualidade, eu aguardo, sofro, um sofrimento desumano mas, espero que um dia as coisas se endireitem, espero um dia poder ter uma vida, a vida com que sempre sonhei, a vida para a qual tanto sofro e luto, uma vida cheia de paz, saúde, tranquilidade e muito amor.
quinta-feira, 4 de março de 2010
sábado, 2 de janeiro de 2010
Viva 2010, ás portas de 2012
Novo ano, nova vida, é o que se costuma dizer cada vez que se entra num novo ano.
A reflexão deverá ser feita, o desemprego não pára de crescer, os direitos sociais estão a desaparecer, as seitas religiosas crescem como ervas daninhas assim como a esperança de cada um de nós por uma vida melhor.
Fala-se muito sobre um 2012, o ano em que tudo irá acabar (segundo alguns). Diz-se que segundo o calendário Maia, o mundo acaba neste ano de 2012 porque o calendário em si também termina por ai, por isso vendem-se rios de talismãs, livros, vídeos e todo uma série de trêtas, tudo em nome de um fim de mundo.
As seitas religiosas vendem palavras, palavras que só rendem se forem proferidas num sotaque não português.
Pois é, 2010 entrou. Vê-se as pessoas rezarem e chorarem por dias melhore, porque a coisa por cá está mesmo feia. Interrogo-me, se toda essa energia despendida numa reza e num choro fosse transformada em produtividade, acho que seria possível tornar Portugal num pais ainda mais rico que todos os outros constituintes da Europa juntos, ou seja acredito que Portugal seria uma grande potencia mundial.
Mais um ano, mais aumento de custo de vida, mais um pseudo aumento de vencimentos, logo (e isto segundo os grandes génios entendidos no assunto) os portugueses terão maior poder de compra e com isso a economia do pais irá arrancar em grande.
Tem toda a razão, um aumento de 1,5% de vencimento para os pouquíssimos que ainda tem emprego, isto para não falar nos melhores vencimentos que são pagos pelos call centers que dão empregos à maior parte da população, obviamente que qualquer português ira ter uma situação financeira extremamente confortável para fazer face ao crescimento de 2,5% de aumento no custo de vida.
Obviamente que escrevo com ironia, qualquer burro sabe que assim a coisa não vai lá, sinceramente também não sei o que poderia melhorar a situação do país, quem sabe se se produzisse alguma coisa? se nos deixássemos de tretas borocraticas e comessassemos a trabalhar de verdade? Era uma boa não era?
Mas será que um povo que já foi pago pra deixar de produzir quer voltar a fazer alguma coisa? Até porque esta observação não é generalizada, há muitas pessoas que querem produzir, querem investir e querem trabalhar, só é pena que os outros não deixem, apoios para arrancar com um negocio não há, há sim muitos enganos para levar estas pessoas a ficarem pior que o que estavam.
Por isso, na parte que me cabe, para 2010, desejo justiça e lógica, pode ser que assim se veja que só com uma mente aberta e sem ganancia se poderá andar em frente, porque caso contrario também poderemos ser apenas mais um dos países da união europeia a abrir falência e sujeitarmos a uma acção de penhora por parte dos restantes países. Será que nos irião penhorar os vencimentos? Ou vender Portugal em asta pública? havia de ser engraçado Portugal deixar de ser um pais para ser um bem adquirido por carta fechada e entregue á melhor proposta, será que manteria o mesmo nome? assim só para a história. Giro e vergonhoso.
A reflexão deverá ser feita, o desemprego não pára de crescer, os direitos sociais estão a desaparecer, as seitas religiosas crescem como ervas daninhas assim como a esperança de cada um de nós por uma vida melhor.
Fala-se muito sobre um 2012, o ano em que tudo irá acabar (segundo alguns). Diz-se que segundo o calendário Maia, o mundo acaba neste ano de 2012 porque o calendário em si também termina por ai, por isso vendem-se rios de talismãs, livros, vídeos e todo uma série de trêtas, tudo em nome de um fim de mundo.
As seitas religiosas vendem palavras, palavras que só rendem se forem proferidas num sotaque não português.
Pois é, 2010 entrou. Vê-se as pessoas rezarem e chorarem por dias melhore, porque a coisa por cá está mesmo feia. Interrogo-me, se toda essa energia despendida numa reza e num choro fosse transformada em produtividade, acho que seria possível tornar Portugal num pais ainda mais rico que todos os outros constituintes da Europa juntos, ou seja acredito que Portugal seria uma grande potencia mundial.
Mais um ano, mais aumento de custo de vida, mais um pseudo aumento de vencimentos, logo (e isto segundo os grandes génios entendidos no assunto) os portugueses terão maior poder de compra e com isso a economia do pais irá arrancar em grande.
Tem toda a razão, um aumento de 1,5% de vencimento para os pouquíssimos que ainda tem emprego, isto para não falar nos melhores vencimentos que são pagos pelos call centers que dão empregos à maior parte da população, obviamente que qualquer português ira ter uma situação financeira extremamente confortável para fazer face ao crescimento de 2,5% de aumento no custo de vida.
Obviamente que escrevo com ironia, qualquer burro sabe que assim a coisa não vai lá, sinceramente também não sei o que poderia melhorar a situação do país, quem sabe se se produzisse alguma coisa? se nos deixássemos de tretas borocraticas e comessassemos a trabalhar de verdade? Era uma boa não era?
Mas será que um povo que já foi pago pra deixar de produzir quer voltar a fazer alguma coisa? Até porque esta observação não é generalizada, há muitas pessoas que querem produzir, querem investir e querem trabalhar, só é pena que os outros não deixem, apoios para arrancar com um negocio não há, há sim muitos enganos para levar estas pessoas a ficarem pior que o que estavam.
Por isso, na parte que me cabe, para 2010, desejo justiça e lógica, pode ser que assim se veja que só com uma mente aberta e sem ganancia se poderá andar em frente, porque caso contrario também poderemos ser apenas mais um dos países da união europeia a abrir falência e sujeitarmos a uma acção de penhora por parte dos restantes países. Será que nos irião penhorar os vencimentos? Ou vender Portugal em asta pública? havia de ser engraçado Portugal deixar de ser um pais para ser um bem adquirido por carta fechada e entregue á melhor proposta, será que manteria o mesmo nome? assim só para a história. Giro e vergonhoso.
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