quinta-feira, 4 de março de 2010

Saga do povo

Sei que há já algum tempo que não escrevo aqui, os dias têm sido difíceis demais e há sempre algo que fica um pouco para trás.

Desde a ultima vez que escrevi, o desemprego cresceu para os 10,5%, e é sempre a subir, a minha vida desmoronou-se, os pseudo amigos demonstraram a sua verdadeira faceta, o amor da minha vida surtou, enfim a coisa tem sido bastante animada.

Agora temos a natureza, que cansada das atrocidades sofridas pelo homem, decidiu reclamar e por isso vê-mos tragédias de tempestades por todo o lado.
A nível da saúde, não podíamos estar melhor, ou seja, pior. O apoio disponibilizado pelas muitas associações não é nenhum, eu por exemplo tenho poli artrite reumatóide, sou associada da ANDAR e quando lá fui pedir ajuda porque não tenho meios económicos para o fazer, a delicadíssima sra que me atendeu lembrou-me de pagar as quotas, falou-me da newsleter e disse-me que ia falar com um dos Drs que fazem parte da associação. Isto aconteceu o ano passado. O resultado do pedido desesperado de ajuda foi o envio de um postal da UNICEF por altura do natal e agora mais recente recebi a newsleter deles. Para quem já não tem posses económicas, nem para comer, há já muito tempo, esta foi a ajuda que me foi disponibilizada. Agora também já não vou precisar dessa ajuda pedida dado que já há muito que abdiquei das consultas no IPR, da medicação e dos exames médicos. No IPR também solicitei ajuda ao gabinete de acção social, a assistente social foi extremamente atenciosa mas infelizmente não pode resolver nada. Mas também já nada disto importa dado que como não tenho dinheiro para me deslocar da minha residência para ir ao IPR, já nada disto interessa.

A realidade do pais é esta, não há emprego, não há dinheiro para comer, não há dinheiro para pagar transporte, não há dinheiro para consultas, não há dinheiro para medicação, não há dinheiro para exames médicos, etc, etc, etc.

Enfim.

Descobri há poucos dias que ainda há pessoas com coração, pessoas sensíveis a causas, o que vem demonstrar que nem tudo está perdido. Vê-se um povo desesperado pela sobrevivência. Eu peco, pelo facto de ter ponderado varias vezes a hipótese de cometer o suicídio, foi o desespero, dado que depois de já ter trabalhado muito, perdi tudo incluindo a saúde e agora por ultimo encontro-me em risco de perder a pessoa que amo.

Estas são apenas sagas de das vidas desesperadas da actualidade, eu aguardo, sofro, um sofrimento desumano mas, espero que um dia as coisas se endireitem, espero um dia poder ter uma vida, a vida com que sempre sonhei, a vida para a qual tanto sofro e luto, uma vida cheia de paz, saúde, tranquilidade e muito amor.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Viva 2010, ás portas de 2012

Novo ano, nova vida, é o que se costuma dizer cada vez que se entra num novo ano.
A reflexão deverá ser feita, o desemprego não pára de crescer, os direitos sociais estão a desaparecer, as seitas religiosas crescem como ervas daninhas assim como a esperança de cada um de nós por uma vida melhor.
Fala-se muito sobre um 2012, o ano em que tudo irá acabar (segundo alguns). Diz-se que segundo o calendário Maia, o mundo acaba neste ano de 2012 porque o calendário em si também termina por ai, por isso vendem-se rios de talismãs, livros, vídeos e todo uma série de trêtas, tudo em nome de um fim de mundo.
As seitas religiosas vendem palavras, palavras que só rendem se forem proferidas num sotaque não português.
Pois é, 2010 entrou. Vê-se as pessoas rezarem e chorarem por dias melhore, porque a coisa por cá está mesmo feia. Interrogo-me, se toda essa energia despendida numa reza e num choro fosse transformada em produtividade, acho que seria possível tornar Portugal num pais ainda mais rico que todos os outros constituintes da Europa juntos, ou seja acredito que Portugal seria uma grande potencia mundial.
Mais um ano, mais aumento de custo de vida, mais um pseudo aumento de vencimentos, logo (e isto segundo os grandes génios entendidos no assunto) os portugueses terão maior poder de compra e com isso a economia do pais irá arrancar em grande.
Tem toda a razão, um aumento de 1,5% de vencimento para os pouquíssimos que ainda tem emprego, isto para não falar nos melhores vencimentos que são pagos pelos call centers que dão empregos à maior parte da população, obviamente que qualquer português ira ter uma situação financeira extremamente confortável para fazer face ao crescimento de 2,5% de aumento no custo de vida.
Obviamente que escrevo com ironia, qualquer burro sabe que assim a coisa não vai lá, sinceramente também não sei o que poderia melhorar a situação do país, quem sabe se se produzisse alguma coisa? se nos deixássemos de tretas borocraticas e comessassemos a trabalhar de verdade? Era uma boa não era?
Mas será que um povo que já foi pago pra deixar de produzir quer voltar a fazer alguma coisa? Até porque esta observação não é generalizada, há muitas pessoas que querem produzir, querem investir e querem trabalhar, só é pena que os outros não deixem, apoios para arrancar com um negocio não há, há sim muitos enganos para levar estas pessoas a ficarem pior que o que estavam.

Por isso, na parte que me cabe, para 2010, desejo justiça e lógica, pode ser que assim se veja que só com uma mente aberta e sem ganancia se poderá andar em frente, porque caso contrario também poderemos ser apenas mais um dos países da união europeia a abrir falência e sujeitarmos a uma acção de penhora por parte dos restantes países. Será que nos irião penhorar os vencimentos? Ou vender Portugal em asta pública? havia de ser engraçado Portugal deixar de ser um pais para ser um bem adquirido por carta fechada e entregue á melhor proposta, será que manteria o mesmo nome? assim só para a história. Giro e vergonhoso.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Será laboratório ou uma fábrica de loucos?

Tenho por habito observar o que se passa em meu redor e tenho uma certa predilecção em observar as pessoas, as suas atitudes mas também tenho o habito de me analisar.

Interrogo-me se realmente vivemos num país, numa sociedade, numa democracia.
A questão é simples, tal como é sabido Portugal encontra-se em crise (dizem eles) e eu pergunto-me qual crise?
No meu dia a dia assisto a situações que me dizem, precisamente, que o nosso país não se encontra em crise, aliás, está bastante rico.
Nos centros de emprego há sempre filas intermináveis de pessoas, com pastinhas, que supostamente se encontram à procura de emprego mas, também assisto a muitas outras pessoas a recusarem ofertas de emprego.
Já nos serviços sociais é um pouco diferente as filas são maiores, mas só para os serviços de assistência social.

Viva os subsídios, desde o rendimento de inserção social a subsídios de desemprego. Aqui gostaria de explicar melhor este tipo de "ajudas sociais", em relação aos vários subsídios de desemprego as pessoas descontaram para a segurança social e durante o seu período de vingencia ficam obrigadas à apresentação obrigatória periódica (assim como fazem com os condenados a termo de residência e identidade só que em vez de ser num posto de forças de segurança é noutro local) o que acho muito bem dado que há muito boa gente, extremamente honesta, a trabalhar e a receber o subsidio, só é pena que essa gente continue a fazer o mesmo, mesmo apesar das apresentações obrigatórias, e agora vem o maravilhoso rendimento de inserção social mais conhecido por rendimento mínimo:
Este é uma forma que foi encontrada de dar dinheiro a pessoas, que preferencialmente nunca tenham descontado, pessoas que gostam e lhes é dada a possibilidade de viver sem fazer nada, é uma forma que visa o sedentarismo e a nulidade pessoal, onde podem, nas entrevistas, usar do mais simples modo de mentir ou enganar e por isso mesmo o rendimento mínimo é exclusivo, não para quem precisa mas sim, para oportunistas. Aqui há de tudo, desde mães que para além de ser corrente o facto de desconhecerem o pai dos filhos (algo muito estranho dado que até as meninas que de aluguer se derem à luz sabem quem é o pai do filho) a mães que apesar da jovem idade conseguem reunir mais que uma equipe de futebol em descendencia (isto so mesmo se fosse uma experiência cientifica e mesmo assim estas mães teriam que ter um corpo um tanto sub-humano para aguentar).

Agora vem a parte em que as pessoas deixaram de ter contratos de trabalho que as proteja. Quer dizer, é ridículo pensar em fazer avançar a economia de um pais, quando a população desse pais está sem forma de rendimento, não há poder de compra que lhe resista, mas quem sabe em 2010 não haja prai um aumento brutal de 1,5% nos vencimentos dos poucos que trabalham, assim já seria mais fácil fazer frente ao aumento de 2% que o custo de vida irá levar. Obviamente isto são contas de quem não sabe contar.
E viva o call center, trabalho extremamente mal pago mas de alta rentabilidade para as empresas, mas a malta não se pode queixar de nada afinal de contas tem um ambiente jovem e dinâmico não esquecendo a pro actividade, além disso se se esforçar muito pode ser que no final do mês consiga levar 300€ para casa para alimentar a família. Isto é tudo muito bonito só é penas este vencimento mal chegar para duas pessoas se alimentarem durante um mês (e viva a fominha, se tens fome rói um dedo).

Começo a chegar á conclusão que vivemos num laboratório de doenças mentais, ou melhor numa fabrica de doenças mentais.

Pessoas com capacidades a serem aniquiladas para que se dê preferência a quem não saber reconhecer a própria mão direita, mas que obviamente tem uma excelente qualidade, lixar o próximo e falar da vida alheia.

Por último existe a novidade de a banca se encontrar a ficar com urbanizações inteiras, obviamente porque foram construídas com financiamentos. Estes simplesmente não dão credito pra compra de habitação,
(cega rega)
logo ai o construtor não vende, se não vende, não paga, se não paga a banca fica com as propriedades. Isto é hilariante.

Por outro lado, a banca não dá credito habitação mas dá créditos pessoais, o que faz todo o sentido dado que os créditos pessoais são muito mais caros e a margem de lucro é muito superior, além disso, regra geral, não exige garantias (por isso não credito habitação), estes créditos visam basicamente levar as pessoas ao sobreendivamento, dado que como o período de resgate é mínimo as prestações são máximas. Isto sim é saber negociar, há que encher os tribunais de processos de contencioso. O governo bem que podia regulamentar isto, dado que andam "muito preocupados" com a estagnação económica que se vive por cá, isto simplesmente porque se as pessoas não ganham dinheiro não o podem gastar, além disso a banca pensa que ficando com tudo e sem dar nada vai resultar, deve ser por pensarem que o governo irá continuar a dar-lhes dinheiro pra se manterem em funcionamento, infelizmente no meio de tudo isto, tanto governo como banca, esquecem que quem dá dinheiro ao governo é o povo e o povo até já a tanga vendeu.

Aguardo o dia em que este laboratório ou fabrica de loucos estourar, algo que que está pra acontecer brevemente.

domingo, 4 de outubro de 2009

Por aqui a malta é super inteligente

Foi constatado que em Portugal a percentagem de analfabetismo era extremamente elevada, mais recentemente foi efectuado um estudo para tentar perceber o porque de os jovens não terminarem o ensino obrigatório, ou seja o 9º ano.
Após os estudos foi implementado o ensino obrigatório até ao 12º ano, foi lançado o programa novas oportunidades e foi facilitado o acesso ao ensino superior, tendo também, havido a inovação chamada processo Bolonha.

O que aqui ficou por apurar nestes estudos foi o que levou a todo este nível cultural e educacional baixo. O governo, para além da reestruturação do ensino, respondeu com facilitação de acesso á Internet, onde se conseguiu que 5% da população fosse aderente e inovou com a emissão televisiva que de gratuita ou de uma pequena percentagem incluída na factura da electricidade, se começasse a pagar um verdadeiro balurdio por uma montanha de canais sem interesse algum.

Acho tudo isto bastante engraçado dado o nível cultural baixo ou o analfabetismo da população. Como é que estas pessoas vão saber o que é a Internet? para que querem canais estrangeiros?

A questão aqui é que no estudo ficou esquecido a falta de possibilidade economica da população para custear os estudos, que por sinal são pseudo-gratuitos. Ups é verdade, por momentos esqueci-me da medida do governo no combate à precariedade económica, existem sempre os mais que muitos call-centers espalhados pelo pais e claro está que para esse tipo de trabalho extremamente dificil, os portugueses terão que ter um elevado graú académico, até porque soa muito melhor quando alguem nos liga ou até mesmo quqando nós ligamos para uma linha de apoio, ouvirmos que fala o sr(a) Dr. ou Mestre, assim já vem justificar a medida do governo não so na educação mas também no aumento de custo de vida, isto assim fica tudo entre drs.
Obviamente que as novas oportunidades são a melhor aposta para os que não querem e não gostam de estudar, mas é preciso lembrar que acima de tudo o que a população num geral precisa é poder fazer face às suas despesas diárias e ao sustento das suas famílias e isso é algo que mais uma vez ficou na pasta do esquecimento.

Mas Portugal mesmo assim é um pais com uma população super inteligente dado que tem conseguido sobreviver ao longo dos anos mesmo sem estudos e sem recursos económicos.

Economia Portuguesa com certeza

Há uns anos a esta parte comentei, num tom de expert, a situação económica deste nosso belo Portugal. Comentei que tudo se iria resumir a algo bastante simples. Referi que a diferença entre ricos e pobres iria aumentar de forma abismal, que apenas iriam permanecer duas camadas sociais, os extremamente ricos e os extremamente pobres e que a única solução seria deixar a riqueza estagnar, ou seja o pobre que já nada tinha não ira sentir a diferença já o rico que estava habituado a receber certinho todos os dias os seus ganhos vai sentir a falta desse ganho diário ao ponto que desta vez nem com os seus conhecidos métodos de coerção irão ter sucesso, simplesmente porque não ira haver de todo nada a colectar.

Faz 2 anos que tive este comentário, eu que nada percebo do assunto tive a certeza que o velho ditado que diz que tudo é demais faz mal, é um dos mais certos que conheço.

Pois é está à vista de quem quiser ver, os pobres lá se vão tentando orientar de forma a sobreviver, algo ao qual já estão mais que habituados e agora temos a novidade de os ricos se encontrarem a afogar nas suas riquezas, sim porque o mais desfavorecido economicamente também já não está muito disposto a aturar as vontades e caprichos de quem acha que tudo pode comprar e por isso mesmo cada vez mais há empregos estupidamente mal pagos à disposição por tempo indeterminado.
Desta vez alguém terá que abrir os cordoes à bolsa ou então será o descalabro total, e é preciso que seja lembrado que os pobres já não se vendem por pouco, é a inflação fazer o quê? se alguém quer algo feito por tuta e meia é bom que acima de tudo esteja disposto a fazelo por si mesmo porque um pobre também sabe fazer contas e se aquilo que lhe é proposto ganhar não der para pagar as despesas que tem no seu dia a dia, o pobre prefere ficar em casa e esperar por algo mais gratificante, sim porque ser pobre não é sinonimo de pessoa que trabalha só por gosto o pobre se trabalha é porque precisa.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

ÚLTIMAS NOTICIAS

Parece que o governo Português decidiu de uma vez por todas acabar com as intermináveis filas nos hospitais e centros de saúde e fazer com que a população produza mais.

Dado o problema emergente e as grandes e vergonhosas polémicas no nosso sistema de saúde, o governo decidiu alterar o código de trabalho.
A partir de agora quem ficar mais de um mês de baixa medica ficara automaticamente com o seu contrato de trabalho rescindido pelo que, para além de por cada dois dias de baixa medica ser descontado um dia de férias, o trabalhador terá a oportunidade de perder a efectividade ou quaisquer regalias adquiridas após muitos anos de trabalho, se por um azar tiver que estar um mês seguido de baixa medica. Pelo que a volta ao seu local de trabalho, após a baixa medica, terá que ser feita através da assinatura de um novo contrato de trabalho, esta parte ainda não se encontra muito clara em termos de informação.
Mas finalmente, em Portugal, está realizado o sonho de qualquer entidade patronal, além disso finalmente o capitalismo poderá reinar, mas com outro nome que creio ser socialismo.
Está mais que instalada e reforçada a precariedade e tudo o que os nossos antepassados lutaram, foi finalmente deitado abaixo em nome de uma ruína maior.

Será que os nossos ex mos srs. governantes não entendem? Poderão tais cérebros compreender o óbvio?
Caros srs. experimentem usar a cabeça para algo que não seja cabelo nem chapéu.
Que tal verem que a economia está estagnada e que os detentores de grandes capitais, que cegos pela sua própria ganancia, se estão a "afogar" nas suas fortunas?
O país foi pago para não produzir e veja-se que não podemos facilmente viver á sobra da bananeira, até porque não há muitas bananeiras no nosso pais.
Será que os Portugueses não querem trabalhar? Ou será que os Portugueses são impedidos de trabalhar?
A vida está cada vez mais dispendiosa, o pais está desempregado e endividado, as famílias estão à fome e os jovens sem futuro.

Isto tudo faz-me lembrar o famoso e caricato Tio Patinhas, tal como ele creio que os governantes do nosso pais estão à espera de poder nadar numa piscina de dinheiro, mas cuidado para não se afogarem em tanta riqueza, até porque já faltou muito mais para isso.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Doença - o novo "luxo" para poucos

Um dia alguém me disse que o governo era controlado pela industria farmacêutica.
Verdade ou não, o facto é que em termos de saúde, quem não tem uma forte base económica, não se safa.

Soube que a legislação laboral tinha mudado, mais uma vez, e como já seria de esperar, a mesma não mudou a favor do trabalhador.
Parece que a novidade é o facto de se um trabalhador precisar de uma baixa medica prolongada, tem duas hipóteses, se a baixa medica ocorrer pouco antes aos subsídios, de natal ou ferias, o trabalhador não recebe os subsídios, mas se a baixa medica ocorrer num período onde o trabalhador já recebeu os subsídios é lhe descontado nos dias de ferias, ou seja, o trabalhador se tiver 15 dias de baixa, perde 15 dias de ferias.
É engraçado, completamente hilariante, sim, porque numa situação destas só mesmo rir para não chorar.
Perda de subsídios á parte, parece que a nova legislação laboral conta os dias de doença como sendo dias de ferias.
Só nos resta mesmo ironizar.
As baixas são pagas com perda de remuneração dos três dias iniciais de uma baixa medica, só é pago uma percentagem tendo como base o vencimento e ainda por cima o trabalhador fica sujeito não só à perda dos subsídios como também dos dias de ferias.

O custo de vida aumentou, os vencimentos nem por isso, mas Portugal esta entre os primeiros do ranking, nas listas dos vencimentos mais baixos, da maior taxa de desemprego, da desistência escolar, etc.

Óbvio que as famílias portuguesas terão que dar muitas voltas à ideia e desta vez nem tem muito a ver com a garantia do pagamento da habitação ou o pagamento de um carro, tem a ver mesmo com o pagamento diário do pão que precisam comer, sim porque o pão, o leite e todos os bens essenciais, aumentaram, e muito, o preço.

Para finalizar só me resta dizer mesmo que o novo luxo em Portugal é estar doente, sim porque a doença tornou-se em algo que só poucos se podem dar ao luxo.
Parece estúpido não é?
De facto é bastante estúpido. Se não há saúde não se consegue trabalhar, mas também se pensarmos bem até nem há emprego, mas, e por outro lado, se se der um caso de doença, também não há base financeira para um tratamento.

Há uns anos atrás não existiam os tratamentos, agora como a coisa evoluiu, não há dinheiro para poder fazer os tratamentos.
E desengane-se, aquele que diz que, por exemplo, as pessoas não vão ao dentista porque não querem, ai estame dizer que primeiro não há quem goste de ter problemas digestivos, sim porque afecta e muito, isto para não falar na parte estética onde a auto-estima de uma pessoa fica arrasada.
Mas, para quem diz que uma pessoa não vai ao dentista porque não quer, lanço um desafio, experimente ir ao dentista e diga-lhe que se encontra desempregado, com desprezas obrigatórias e que acima de tudo não tem dinheiro para lhe pagar nem um café, quanto mais uma consulta que ronda os 50€.
Ou experimente em outras áreas da saúde, usufrua de todos os benefícios de isenção de taxas moderadoras, mas por acaso até se revelou uma pessoa a quem a saúde pregou uma partida e tem uma doença cronica, irá necessitar de exames de diagnostico que não têm acordo com o estado, ou seja não tem isenção de taxas moderadoras e só são possíveis efectuar a titulo particular, alem disso ira precisar de medicação para o resto da sua vida, tendo em tensão que a ausência dos exames e da medicação poderão originar na ausência de qualidade de vida, originar num futuro de dependência de terceiros, até para comer, lavar-se, vestir-se ou até mesmo movimentar-se. No final de tudo isto pergunto: Ainda tem a mesma opinião?
Lanço outro desafio, aos que dizem que não trabalha quem não quer: procure emprego, doente e por isso limitado ao tipo de trabalho, se encontrar esse emprego, faça as contas às suas despesas e veja a remuneração oferecida.